domingo, 2 de janeiro de 2011

Pensamento para 2011


"Não importa o que fizeram de mim, importa é o que eu faço com o que fizeram de mim."

Jean-Paul Satre

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Parece-me um bocadinho mórbido

O facto de existir um seguro de saúde cujo objectivo e designação é prevenção da doença oncológica, parece-me no mínimo mórbido. É verdade que o senso comum diz que mais vale prevenir que remediar, no entanto para mim, subscrever algo deste género é como estar sentado à espera que algo de mau aconteça. Chamem-lhe lei da atracção. Chamem-lhe o que quiserem. A mim causa-me confusão.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um mês de ausência e uma conclusão

Só me apetece escrever quando me sinto triste ou chateada. Ou
triste.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A casa

Ela entra na casa. Ouve vozes, ele já lá está acompanhado pelos outros. São mais uns estranhos que passam por ali, invadem sem pudores a sua casa, ou melhor, aquela que já foi emocionalmente a sua casa. Hoje, não passa de um espaço vazio, nu, sem calor, sem risadas, sem felicidade, sem qualquer alusão a quem lá viveu. Está vazia… completamente desprovida de tudo. Uma porta partida e uns pregos na parede são a única prova de que alguém lá viveu. Os outros conversam, falam de preços… vão ficar com ela. Ela olha para ele. Ele parece contente e sobretudo aliviado, há uma dívida no banco e isto já se arrasta há mais de um ano. Parece que finalmente vai resolver-se. Embora esta decisão já tenha sido tomada há muito tempo, há alguma tristeza nos olhos dela agora que a decisão tomou um carácter definitivo. Quebra-se assim um laço, o último laço que os unia. É o derradeiro adeus. E aquele espaço que presenciou a felicidade, a tristeza, o choro e o riso, e que se tornou na casa deles, vai ser palco de outras vidas, outras emoções… vai-se tornar na casa de outros.
Ela sai e olha para trás. Olha para a casa uma última vez, como em jeito de despedida, e vai-se embora.

domingo, 26 de setembro de 2010

As melhores frases que disse hoje

“Eu não estou a perguntar-te o  que achas. Estou a dizer-te que vou fazê-lo.”


Foi dito sem inseguranças e sem qualquer tipo de rancor. Não menosprezo a opinião dos outros, pelo contrário, outras perspectivas podem ser bastante enriquecedoras e construtivas, mas há momentos em que um grito fica preso na garganta e torna-se urgente dizer: Basta!
Esta sou eu, quer gostes quer não. A manipulação terminou.
A vida às vezes pode ser um teatro, mas recuso-me ser um fantoche.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Liberta


Mais do que nunca quero libertar-me deste fardo que carrego, quero ser capaz de acreditar que valho alguma coisa, aliás, valho muito, mereço ser feliz e sou capaz de alcançar os meus objectivos. Quero calar aquela voz que me diz sempre o oposto, que me relembra os fracassos e que parece ser incapaz de me congratular. Quero libertar-me da prisão que criei para mim mesma...

sábado, 18 de setembro de 2010